terça-feira, 6 de junho de 2017

Enfim, 25.

Chegou a tão esperada data. A idade em que estipulamos, ainda jovens, metas a estarem cumpridas. Casamento, filhos, carro, casa, uma vida bem sucedida... tanta expectativa numa só idade. Uma idade em que a gente se vê obrigado a fazer um balanço de tudo que passou. que faz a gente limpar bem a vidraça e olhar o presente claramente.
 Percebo um leve sorriso em meu rosto. Vejo onde minha determinação, esforço, calos e principalmente, onde minhas asas me levaram. Me lembro de uma menina inocente, cheia de sonhos, com uma vontade imensurável de vencer na vida, pessoa que me inspira, quando pareço ter mudado demais. Com o tempo a gente tende a ficar mais responsável, a se tornar mais caseiro, a se preocupar mais, a se estressar mais, a acreditar menos nas pessoas, tende a se tornar adulto.
Quando me falavam que o tempo voaria depois dos 18 anos, bem, acho que todos estavam certos, me lembro de comemorar minha entrada no barzinho, depois de começar a trabalhar, trabalhar muito, e olha só, já estamos em 2017. Nesse tempo, fiz muitos novos amigos, e na mesma proporção, perdi a confiança em tantos outros - sempre fui de defender com unhas e dentes, mas também de dizer adeus com firmeza, a quem não merecia. Morei em 4 cidades diferentes, passei por lugares com que sempre me lembro com carinho, o sítio onde cresci, a casa em Faxinal, o Zerão, o Caesar Business, o Barigui...
Bem, olhando assim parece que eu já tenho uma boa história pra contar, posso dizer que cumpri minhas metas dos 25.
Não,  eu não estou casada, nem com filhos, nem casa, nem carro. Minhas metas sempre foram outras, poder viver o máximo de momentos incríveis e felizes ao lado da minha família, ter minha empresa, viver um tempo totalmente independente e ter sucesso com isso, e principalmente, não deixar o medo, me privar de novos aprendizados.
Hoje, orgulho é o meu maior presente.
Obrigada a todos pelo grande carinho e por nunca desistirem de mim.

segunda-feira, 6 de março de 2017

Como ser o único de sua espécie.

Esses dias eu estava assistindo um  filme em que o ator, em uma de suas cenas, diz ao outro personagem que ele é especial, único de sua espécie. Bem, isso me chamou atenção! Afinal, como ser único de sua espécie? Como ser único em uma sociedade com milhões de profissionais formados pelas mesmas faculdades, criados com pré escolhas julgadas melhores á nós, antes mesmo de nascermos. Da pra imaginar a dificuldade em conseguir ser único em um formigueiro de ideias estabelecidas pelos que, ao longo de muitos anos, acreditaram em um sociedade de pessoas substituíveis?
O que te faz diferente dos outros? Quanta saudade você já deixou? Em quantas histórias você conseguiu deixar sua marca? Será que depois da morte, suas idéias, ideais e manias vão permanecer vivos?
Steve Jobs dizia que as pessoas loucas o suficiente para achar que podem mudar o mundo, são as que de fato, mudam. Steve conseguiu, foi alguém único de sua espécie. 
Quando você começa a pensar nisso, começa a pensar também nas pessoas que passaram pela sua vida, quem você conheceu pelo caminho, quem conseguiu despertar em você, coisas que outras pessoas até hoje não despertaram, e você entende que por mais maravilhosas que sejam as pessoas que você ainda vai conhecer, alguns serão sempre insubstituíveis.
No fim, acho que o que mais importa, é o jeito como você faz as coisas, como cativa, como inspira, como se torna especial e eterno para alguém. 





segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Se me perguntarem por onde andei, direi que estava sendo feliz...

                                                              Edifício Phanton, setembro de 2016

Se me perguntarem por onde andei, direi que estava sendo feliz... 
Um dia ouvi um chef de cozinha dizer que nós vivemos preenchendo vazios, que estamos sempre buscando algo que substitua uma perda ou que nos complete, e bem...ele estava coberto de razão. Eu vim buscando independência, aprimoramento profissional, e acabei preenchendo vazios que eu mesma desconhecia, aqui, nesse lugarzinho de bairro com nome de pobre e nome de rico, com vista de tirar o fôlego para um certo parque que abriga jacarés e capivaras e de uma vizinhança literalmente animada pra cachorro, gatos e até bichinhos mais peculiares como cobras... aprendi que arriscar muitas vezes é conquistar algo melhor. 
Nesse último mês de madrugadas mal dormidas, eu pude refletir sobre tudo que vivi aqui e por um instante ou outro, eu quis que aqui fosse pra sempre o meu lar. Mas acomodação e rotina nunca foram meu forte, talvez isso seja coisa do signo, ou do nome, ou do destino hahaha, por isso, mais uma vez, coloco na mochila apenas o que é leve e vou em busca de preencher outros vazios. 
 A falta que vou sentir de tudo isso não se mede, das noites e das madrugadas no Barigui, dos treinos de roller, dos lugares, da comida, do vinho regado de ótimas conversas nos fins de semana... mas principalmente, ainda não sei como vou controlar a saudade dos amigos que fiz. É tão engraçado como pode existir gente que chega de repente e já se eterniza do lado esquerdo do peito, gente que te faz dar risada, que te coloca pra cima, que te da a mão, o braço e quem sabe, se um dia você precisar, um rim hihihi. 
 Os porteiros por aqui vivem me perguntando, qual o segredo de SEMPRE estar sorrindo... bem, é que apesar dos pesares, é tanto bem que me fazem, que de alguma forma, acho que isso transborda. 
 É chegada a hora de mais uma despedida, e como Cássia diria " ...quem sabe eu volte cedo, ou não volte mais". 
 Por fim, digo que estou partindo, quando na verdade, parte de mim já ficou. 

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

O último dia de um guarda-chuva cor de laranja

Acordei mais cedo que o normal, aqui em Curitiba acredito que sou o melhor amigo do homem, sempre dedicado, sempre à mão, sempre preparado para salvar alguém de um banho fora de hora. Nesta quinta-feira fui parar em outro bairro da capital, e em meio aos grandes prédios e a correria do horário de pico, lá estava o lugar mais bonito da cidade. Escolhi um banco para me acomodar, tenho certeza que meu laranja, cor de laranja, estava deixando o lugar ainda mais alegre.
Em meio a um chuvisco e um sol, não pude deixar de reparar nas pessoas que estavam por lá, uma menina movimentando os dedos compulsivamente na tela do celular -pobre garota-, uma mãe segurando a filha para que a mesma não corresse pela chuva -algumas felicidades poderiam ser mais encorajadas -, e olha, olha agora... o mendigo vindo, caminhado lentamente de um lado, e do outro, o bancário, correndo, ofegante, atrasado para o trabalho. O mendigo senta no banco, apoia o cotovelo no encosto e fecha os olhos, se o seu pensamento está acelerado, eu não sei, mas seu corpo transmite apenas paz. Descendo os olhos um pouco mais, da para ver a feirinha, que linda, toda decorada de ramalhetes de flores do campo e suas cestinhas de morangos, até blueberry eu pude achar - certamente, se guarda-chuva tivesse boca, a primeira fruta que eu comeria, seria uma blueberry.
Ah, como eu poderia imaginar, viver um momento tão belo assim.
Hora de ir.
Vamos para o ponto esperar o ônibus atrasado. 20 minutos. Chegou! O ônibus chegou! Corrigindo: O ônibus quebrado chegou! Agora, em meio a um trovão e um vento, espero o ônibus novo chegar, mas alegrem-se por mim, estava em ótima companhia, uma senhora fazendo piadinhas irônicas sobre o acontecido, o mocinho otimista, o senhor reclamão e duas gurias observadoras. Uma verdadeira aventura de entra e sai do ônibus, desce e sobe escada, pula a poça daqui, pula a enchente dali- confesso que deixei muitas gotas escaparem da minha proteção, mas a energia das pessoas a minha volta era tão contagiante, que todo mundo acabou rindo do "trágico".
Bom, mal sabia eu, aqueles foram meus últimos e mais felizes, momentos de vida. Plec... meu gancho se partiu. O que é de um guarda-chuva sem o seu gancho? E as últimas gotas daquela chuva se escorreram. Adeus.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Não pare, nunca.

Não pare, nunca.
Pode ser difícil, mas o que eu te peço é para nunca parar.
Nunca pare de acreditar que existem pessoas que vão lutar por um mundo melhor;
Nunca pare de seguir em frente, porque o caminho parece impossível;
Nunca pare de acreditar em dias melhores;
Nunca pare de seguir seu coração;
Nunca pare, porque alguém lhe disse que existem metas inalcançáveis;
Nunca pare de tentar mudar em você mesmo, aquilo que não te faz bem;
Nunca pare de agradecer, desejar e dizer bom dia;
Nunca pare de ajudar aqueles que te pedem ajuda;
Nunca pare de sorrir, abraçar e demonstrar ás pessoas o quanto elas são importantes pra você;
Nunca pare de admirar quem nunca parou;
Nunca... queira parar.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Cartas para alguém

                                                                     Maringá, 21 de julho de 2014
Caro Sr. Blog, como esta se sentindo hoje? Espero que não tenha ficado muito empoeirado ou às moscas nesse tempo que não passei por aqui. 
Bem, ultimamente ando me perguntando onde estão as boas cartas e se a profissão de carteiro não está se extinguindo, acho que a maioria das pessoas nem se lembra mais dessa época, também, com tanta tecnologia...
Ouvi dizer que ás vezes faz bem escrever, parece que assim, o pensamento se torna mais concreto e as coisas mais realizáveis. Então estou me esforçando para testar essa teoria, e é claro que não poderia testar em outro lugar que não fosse aqui, onde tinha o costume de escrever constantemente.
 Por trás de uma carta existem tantas coisas legais, a dedicação, o tempo gasto, a escolha do papel, da caneta e principalmente, das palavras, o que tornam as cartas muito mais especiais. Gosto das minhas caixas onde guardo as cartas que já recebi, ainda tenho pétalas de flores, folhas secas, papéis de balas.. coisas que não são apenas coisas, mas sim histórias que me fazem quase que reviver o passado no presente. Faz bem lembrar de como éramos e quanto progredimos. 
 Existe um pensamento que diz " Ás vezes é necessário que você coloque o dinheiro na sua frente e lhe diga quem é mesmo o dono de quem", acho que com a tecnologia não é diferente, precisamos lembrar o quanto somos bons sem tanta tecnologia. O quanto podemos ser felizes utilizando nosso tempo. 
                                                                                          Um grande abraço,
                                                                                                        Thais Yano.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Dando a largada para 2014 o/

Começar um novo ano, é como começar a escrever num caderno ainda em branco, a gente afia bem a ponta do lápis, tem cautela para não errar, capricha na letra, cria expectativas e faz promessas, mas depois de 3 ou 4 dias, quando as folhas não estão mais tão retas, quando a capa já está com respingos de água, ou de café, ou de suco, quando você já arrancou umas 5 folhas do final do caderno para rascunho...ai, o caderno não te inspira mais e você o deixa de lado. 
 Assim, aquilo tudo que a gente queria fazer, ou deveria fazer, é deixado de lado... e quem disse que a gente se dedica mais á gente, quem disse que a gente para pra ver o sol se pôr, quem disse que a gente ama mais, se diverte mais, se importa menos com aqueles problemas pequenos, como os Titãs cantaram?! 
  Está mais do que na hora de pegar tudo aquilo que você realmente quer e realizar, falar que vai fazer e fazer, arrancar as dores, superar as perdas, amar, sorrir, se priorizar, fazer pelos outros o que você ainda não fez, colaborar, se arrepender daqueles pecados de sempre e não repeti-los de novo, porque Deus te deu uma vida inteira, pra provar a sua bondade, a sua capacidade de multiplicar, a sua lealdade e te deu oportunidades para ser feliz. 
 Está mais do que na hora também, de jogar fora todo o lixo acumulado, aquelas coisas que você acha que um dia vai usar, que um dia vai precisar, que um dia... sabe-se lá quando, você poderia querer...esqueça, jogue fora os "amigos" falsos e interesseiros, jogue fora os cupons de sorteios de mil novecentos e bolinha, que você ainda guarda, jogue fora os sentimentos que nunca mudam, jogue fora a preguiça que não te deixa correr atrás dos seus objetivos, jogue fora o comodismo, o silêncio. 
 Nunca deixe que te digam que não vale a pena, porque vale. 
 Não abaixe a cabeça para aquilo que você sabe que está errado, porque isso sim, é errado.
 Nunca diga que não se pode dizer nunca, porque pode, nunca e sempre... são palavras usadas por pessoas sinceras, que tem palavra, mas tenha cuidado quando dizê-las. 
 E por fim, um ultimo bom conselho, tenha consideração pelo seu passado, mas não o deixe definir o seu futuro, o futuro ainda está em branco e você pode desenhá-lo como quiser!